1 attômetro!
A força fraca é uma das quatro forças fundamentais da natureza e atua apenas em distâncias muito curtas. Seu alcance, a distância que ela consegue atingir, é de cerca de 10−18 metros, ou 1 attômetro. Isso é menos de um milésimo da largura de um próton.
Um attômetro equivale a 10−18 metros, ou um bilionésimo de um bilionésimo de metro. A notação 10−18 significa 1 dividido por um 1 seguido de 18 zeros. Esse alcance não é uma borda que alguém tenha medido com um instrumento. É uma estimativa, calculada a partir da massa das partículas que transmitem a força.
A força fraca é transmitida por partículas chamadas bósons W e Z. Elas são pesadas: um bóson W tem cerca de 86 vezes a massa de um próton, e um bóson Z, cerca de 97 vezes. A física quântica permite que uma partícula transmissora de força exista apenas por um instante breve, e quanto mais pesada a partícula, mais breve esse instante.
Mesmo se movendo a uma velocidade próxima à da luz, um bóson W consegue percorrer apenas cerca de 2 × 10−18 metros nesse tempo, segundo o livro-texto University Physics Volume 3. O CERN, o laboratório europeu de física de partículas, arredonda esse alcance para cerca de 10−18 metros. Ele acrescenta que a força desaparece completamente além do raio de um único próton.
A força fraca pode transformar um tipo de quark em outro. É assim que um nêutron se transforma em próton no decaimento beta, um tipo de decaimento radioativo. O nêutron emite um bóson W e se torna um próton, e o bóson W então se transforma em um elétron e um antineutrino.
A força fraca também pode transformar um próton em nêutron. Isso acontece na primeira etapa da fusão nuclear que alimenta o Sol. Dois prótons se combinam, e um deles se torna um nêutron, formando deutério, uma forma pesada de hidrogênio. Os neutrinos sentem apenas a força fraca e a gravidade, e a maioria atravessa um planeta inteiro sem ser detida.
Embora seja chamada de fraca, essa força é muito mais forte que a gravidade. O CERN explica que ela é essencialmente tão forte quanto a força eletromagnética, e parece fraca porque os pesados bósons W e Z limitam seu alcance.
Enrico Fermi propôs a primeira teoria da força fraca em 1933. Na década de 1960, Sheldon Glashow, Abdus Salam e Steven Weinberg propuseram que as forças fraca e eletromagnética são duas formas de uma única força eletrofraca. A teoria deles previu a existência dos bósons W e Z e, combinada com experimentos anteriores, também suas massas.
Para produzir os bósons, físicos do CERN transformaram o maior acelerador do laboratório em uma máquina que colidia prótons com antiprótons. Os experimentos UA1 e UA2 observaram ali as duas partículas pela primeira vez em 1983, com as massas previstas. Carlo Rubbia e Simon van der Meer receberam o Prêmio Nobel de Física de 1984 pela descoberta.